Quando as forças armadas se tornam uma casta separada da sociedade, acabam servindo mais para dominá-la do que para protegê-la. Seus soldados, muitas vezes recrutados à força, marcham sob a ilusão de defender uma liberdade que já foi perdida. Como ocorreu com muitos afro-americanos durante a Guerra do Vietnã, frequentemente enviados por seus comandantes para missões perigosas, desnecessárias e até suicidas, o exército passa a servir não ao povo, mas aos interesses dos políticos.
Foi contra essa lógica que Karl Hess, Tom Reeves e Stuart Kemp escreveram esta obra durante o auge da Guerra Fria. Nadando contra a corrente de uma época que via as forças armadas estatais como a única barreira possível ao avanço do comunismo, os autores desafiaram um dos maiores consensos políticos de seu tempo.
O livro oferece uma análise histórica e sociológica do problema, refuta os principais argumentos em favor do monopólio estatal da defesa e, mais importante, apresenta uma alternativa concreta. Por meio de uma abordagem econômica, demonstra como uma força de defesa voluntária pode substituir os exércitos estatais, preservando a capacidade de proteção legítima sem comprometer a eficiência — e sem exigir a abolição da própria nação.