Originalmente concebido em 1982, George Selgin oferece neste ensaio uma intervenção decisiva em um dos debates mais importantes da economia austríaca contemporânea. O impasse, desenvolvido no ambiente intelectual da Universidade de Nova York, girava em torno de questões fundamentais como a existência de uma tendência ao equilíbrio nas economias de mercado e evidenciava profundas divergências entre pensadores de destaque, como Israel Kirzner e Ludwig Lachmann.
Buscando superar esse conflito, Selgin recorre a uma aplicação rigorosa do subjetivismo metodológico para esclarecer conceitos centrais da teoria econômica, como valor, custo e utilidade, enfatizando sua natureza essencialmente subjetiva. Ao revisitar temas como renda e lucro, o autor constrói uma análise lógica e praxeológica do processo de mercado, oferecendo uma perspectiva capaz de iluminar um debate que permanece relevante até os dias atuais.
Mais do que uma contribuição para uma controvérsia específica, este ensaio representa uma importante defesa dos fundamentos metodológicos da Escola Austríaca e uma reflexão profunda sobre as forças que coordenam as economias de mercado.