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A Política Morreu
A política, enquanto promessa de ser o caminho para a construção de um mundo melhor ou de servir como aparato para evitar que ele piore, morreu. Infelizmente, poucas pessoas acharam o corpo. Dessas, a maioria não tem coragem de enterrar o cadáver putrefato, já que a ideia de perder aquele que provê a falsa sensação de segurança geralmente vem acompanhada de fantasias pós-apocalípticas. Mas o que importa é: como seguir em frente após essa chocante “notícia”? Que propostas podem impedir que uma nação inteira sucumba, ou permitir que o indivíduo sobreviva caso não possa contar com uma sociedade funcional? Como traduzir tais ideias para que incorporem o simples bom senso? Para fazer isso sem reduzir o tema a queixas corriqueiras ou simular profundidade no discurso, só Karl Hess, um homem cuja comunicação passou por comitês de campanha presidencial, redações das revistas Playboy e Science, a publicação de periódicos sobrevivencialistas e a editoração dos debates libertários de sua época, além de ganhar o Oscar de melhor curta metragem em 1981, por um documentário anti-Estado, pode fazê-lo.