Querida América
Eu Desisti da Política
Não temos mais personalidade; temos ideologia. Não somos mais inventores nem trabalhadores; somos dinheiristas. Esse é, para Karl Hess, o diagnóstico de uma sociedade que fez da política a sua identidade, amparada pela crença de que quem não participa será dominado por quem participa, uma compreensão equivocada de um jogo estranho em que a única forma de vencer é não jogar. Quem prova isso é o próprio Hess, que nesta obra — com sua experiência como redator de discursos para Barry Goldwater e colaborador do Partido Republicano em Washington, D.C. — detalha os bastidores da política pelo olhar de alguém que frequentou as altas rodas e, a partir disso, percebeu um fato simples: para o homem comum, para quem precisa resolver os próprios problemas, não há nada a esperar de lá. Isso significa não fazer nada, deixar as coisas como estão? Jamais. É o oposto: é agir com verdadeiro significado. Mas, para isso, é preciso recuperar o que foi perdido, isto é, reencontrar bons exemplos genuínos e aprender a valorizar a vida entre as pessoas que realmente importam, em vez de transformá-la em um medidor — bom ou ruim — a depender de quem está no poder.